COMER, REZAR, AMAR… E SE MAQUIAR

Li esse livro em 2007, 2 vezes. A narrativa real de sua protagonista-escritora Liz Gilbert é o que há de mais verdadeiro para as mulheres de hoje.

Liz enfrentou uma crise pessoal muito grande com uma separação dolorosa e resolveu exorcizar esse amor de uma forma profunda e nada convencional, em uma viagem que levaria 1 ano entre Itália, Índia e Indonésia.

Na Itália, se deixou levar pelos prazeres da gastronomia (quando não estamos bem, não dizem que as coisas perdem o sabor?).

Na Índia, viveu em um asharam, meditando, se redescobrindo, sentindo suas limitações físicas/mentais e espirituais, praticando o perdão e o desapego.

Enfim na Indonésia, seguindo os conselhos de um xamã e de uma curandeira, buscou o verdadeiro equilíbrio e então encontrou novamente um grande amor, brasileiro.

Bom, dizem que Deus é brasileiro – pelo menos Jesus, o da Madonna é…

Fui assistir ao filme, no papel de Liz, Julia Roberts e seu amor brasileiro, Javier Bardem.

Tenho um certo medo de assistir filmes baseados em livros, sempre acho que perdem a riqueza dos detalhes, onde a narrativa e nossa imaginação nos transportam sempre mais além. Mas o filme passou bem essa mensagem da Liz, da mulher em busca de si mesma.

Tá… e a make? Entra onde?!

No filme, Julia Roberts faz uma linha beeem natural, e cabelos loiros de um tom mel/dourado, super tendência de verão 2011.

Mas e nós, pobres mortais, que estamos à beira de um ataque de nervos, com a vida toda atrapalhada, seja no trabalho, na saúde, com a perda de um ente querido ou de um grande amor, ou qualquer conflito intenso para chamar de seu e não podemos sair por aí, pelo mundo para “se encontrar”?

Pois é… então te lanço uma reflexão:

Você já viu alguém deprimida maquiada? Quase nunca, porque quem está nesse estado fica com a auto-estima abalada e passa a evitar até mesmo se encarar no espelho.

Qual o papel da maquiagem, senão o de dissimular pequenas imperfeições e valorizar ainda mais o que há de belo?

Fazemos isso quando tudo está bem, ou quando queremos conquistar algum ser humano.

Ora, se a maquiagem tem esse papel, porque não usá-la para espantar a tristeza?

Como um exercício diário, mesmo com o coração dilacerado e a mente a mil, uns minutinhos só seus de se olhar nos olhos em frente ao espelho, com carinho e paciência.

Enganando a tristeza com um pouco de cor nas pálpebras, nos lábios, trazendo de novo a vida.

Acredito que ocorra de fato uma transformação de fora para dentro, uma mensagem que enviamos ao nosso cérebro de que tudo está bem.

Ok, sua vida não está lá grandes coisas e eu aqui falando para você se maquiar…

Permita-se experimentar e sentir essa sensação de cuidado, de colocar um pouquinho de cor (é quase cromoterapia).

E para você que está lendo esse texto e não se identificou porque sua vida está um mar de rosas, tudo incrível em todos os setores, lembre-se da transitoriedade das coisas.

Ninguém ensina a gente a lidar com as perdas e as dores são inevitáveis em alguns momentos de nossas vidas.

Por isso, vale a pena ter sempre um batonzinho, não acha?

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10 respostas para COMER, REZAR, AMAR… E SE MAQUIAR

  1. Cris Pironi disse:

    Adorei, Tati!

    Quero muito ver o filme!

    Bjsss.

  2. mecolore disse:

    oi Cris! Obrigada pela visita!
    Só pela paisagem já vale ver o filme…
    Besos

  3. Roberto disse:

    Outro dia li sobre a história do marido da Elizabeth Gilbert, o que ele fez depois da separação, o que fazia antes, muito lindo, dava uns 10 livros muito melhores do que o dela, mas (e não é pra ser polêmico) história de homem depois de separação nunca vai dar um livro. Procurem e leiam, é uma coisa muito legal pra refletir.
    Bjs

    • mecolore disse:

      Oi Beto! Pertinente dizer que a história de um homem depois da separação não daria um livro. É que nessa nossa falsa cultura de igualdade (afinal, somos mto machistas, e temos isso tão arraigado que pensamos ter direitos iguais, balela) se um homem escrevesse um livro, seria certamente mal visto no meio masculino por ter tanta sensibilidade.
      Nós mulheres podemos chorar, sofrer de amor em público, nos abraçar e ter compaixão umas pelas outras. Somos o sexo frágil, lembra? Não precisamos manter uma pose, porque nunca ouvimos de nossas mães que: “mulher não chora”. E de quebra, queremos melhorar a imagem da amiga que insiste em sofrer tanto, estimulando uma corzinha, na boca, nos olhos…
      Obrigada pela visita!
      Bjão

  4. Jana disse:

    Oi Tati!!
    Você está super certa: deprimida não se pinta! Há anos que digo para os meus: “nos dias que me virem mais colorida e maquiada, são os dias que estou mais triste”. E o make é mesmo um grande amigo do coração! Ajuda a alegrá-lo!
    bjks ; – )

    • mecolore disse:

      É Jana… O importante é não deixar a “peteca cair”… rs
      Todas nós, as mortais, passamos por momentos não tão bons assim. Seja por qq motivo, a dor, se sentida (aquela coisa que fica entre o peito e o estômago) pra quem sente é legítima. Nesses momentos, tão íntimos e só nossos é que devemos ter como um exercício de atenção não nos abandonar.
      E trazer um colorido através de uma forma tão lúdica com certeza vai ser sempre mto bom. Obrigada pela visita. Besos

  5. Carla Bohn disse:

    Bom, me identifiquei muito com a matéria…. Sempre que estou “meio down” eu vou ao cabeleireiro…. Saio renovada na aparência, forças e, pricipalmete, na esperança… É como se fosse uma terapia…. Olhar-se no espelho e ver que podemos mais (mesmo que momentaneamente pareça o contrário), anima!

    O importante é “não deixar a peteca cair”, até porque, como dizem, a vida é uma roda gigante… Horas estamos no alto, horas no baixo… e assim segue…

    Colorir-se (independentemente do estilo) … diga-se… é prova de que existe amor… amor próprio …. e é por aí que começa… Afinal…. Somos a pessoa mais importante de nossas vidas….

    Amei! Amei! Amei!

    Seu blog é – simplesmente – uma delícia!

    Beijos e queijos!
    Carla.

  6. silvia disse:

    Oi Tati!!!!!!
    Tb adorei o livro!!!!!!!O filme eu gostei,mas…Depois que se le o livro,fica difícil amar o filme…rsrsrsr…Parabéns pelo blog,como sempre!Bju bju bjuu!!!

    • mecolore disse:

      É Sil, esse é o problema de quem lê… a riqueza dos detalhes, a imaginação construindo os personagens. Enfim, mas só pela paisagem já vale o filme!
      Sempre bem vinda no Me Colore!
      Besos

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